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SistemaEmpresas investem
em fechaduras biométricasSão José
do Rio Preto, 21 de maio de 2006
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Edvaldo Santos |
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| Rogério: no futuro, fechadura biométrica irá
substituir as chaves
| Michelle Monte Mor
15:16 - Biometria, você com certeza já deve
ter ouvido falar sobre isso em outras reportagens ou em filmes
de ficção científica, não? Se a resposta é negativa, logo isso
irá mudar. Trata-se de uma técnica que emprega o uso de
características pessoais únicas para permitir a identificação.
Assim, a leitura de digitais, retinas, voz, imagem térmica,
assinatura, íris, e mais recentemente, do desenho do esmalte
dos dentes, são todas técnicas de identificação biométrica. A
técnica de identificação mais simples empregada no Brasil
desde o início do século 20, inclusive para a confecção de
documentos como o RG, é a leitura de impressões digitais. Mas
esse sistema pode ser utilizado para vários fins. Entre eles,
na fechadura biométrica por impressão digital. Várias
empresas, instituições e condomínios residenciais de Rio Preto
já utilizam esse sistema. “É um dispositivo ideal para
empresas que desejam controlar e restringir o acesso de
visitantes e funcionários. Depois de registrar a foto, o RG, o
nome e a digital, as informações são repassadas ao computador.
Com isso, a empresa tem o controle de tudo: quem entrou,
quando, horário que permaneceu na empresa ou condomínio e até
com quem falou”, explica Rogério Mendes Pereira, diretor de
uma empresa de desenvolvedora de softwares.
Segundo
ele, esses tipos de fechadura são de grande interesse em áreas
onde é realmente importante verificar a identidade de um
indivíduo. “Inicialmente estas técnicas eram empregadas em
aplicações especializadas em alta segurança, entretanto, nós
estamos vendo agora a sua utilização e proposta de uso em uma
grande e crescente área de utilizações em locais públicos no
nosso dia-a-dia”, afirma Rogério. A fechadura biométrica
funciona a partir de um scanner, também chamado de sensor
biométrico, que capta a digital da pessoa. Este sensor é
ligado à uma porta USB em um microcomputador que processa a
informação desta digital, e faz uma varredura em todo o banco
de dados para encontrar uma que seja compatível com a digital
que a pessoa colocou no sensor. Caso ele encontre esta
digital, e a pessoa esteja autorizada a entrar na instituição,
o computador envia um sinal para a tranca, portão ou catraca,
que libera o acesso àquele indivíduo, registrando no banco de
dados o horário e a porta pela qual a pessoa
entrou.
Esse sistema pode ser instalado em indústrias,
comércios, academias, clubes, escolas e em prestadores de
serviços em geral. Cada ponto biométrico sai em torno de R$ 4
mil. Já vêm incluído o equipamento e o software de
gerenciamento. Ele também pode ser instalado em residências.
Alguns condomínios fechados de Rio Preto já contam com essa
tecnologia, mas ainda são poucos. “Devido ao alto custo e
também ao aparato técnico necessário a ser utilizado para a
implantação da tecnologia, muito poucas casas possuem o
sistema. Mas com a redução do custo em virtude da
implementação de novas tecnologias, a fechadura biométrica
deverá ser cada vez mais utilizada também em residências”,
afirma Rogério Pereira. No futuro, ela poderá substituir as
chaves, pois com a advento da tecnologia, o seu custo será
diminuído de tal forma que ela será mais popularizada. “Daí,
poderemos utilizar esta tecnologia nas fechaduras das casas,
não precisaremos memorizar inúmeras senhas, como as do banco,
pois iremos simplesmente encostar o dedo em um sensor de
digitais ou olharmos para um scanner de íris e esta será a
nossa senha”, diz ele.
Várias empresas em Rio Preto
utilizam a tecnologia biométrica, tanto para o controle de
acessos, quanto para o controle de ponto dos funcionários.
“Dentre elas estão a Rodobens, Unesp, Academia BioFlex,
colchões American Flex, Condomínio Antares, Ford Caminho,
Préférence Peugeot. Como ocorre em qualquer sistema, existem
as vantagens e desvantagens. A principal vantagem da fechadura
biométrica é a distinção única do indivíduo. Com ela é
possível acabar com qualquer tipo de fraude, pois é impossível
falsificar uma digital, graças ao cadastramento prévio. “Com
isso, o software consegue gerenciar com total segurança o
controle de acessos das pessoas dentro das instituições, bem
como o ponto de funcionários e outras aplicabilidades”,
explica Pereira. Por outro lado, cerca de 1% da população não
possui digitais scaneáveis, e isto significa que não serão
detectadas pelo sistema, tendo de existir um sistema paralelo,
com uma outra tecnologia, como por exemplo, a de código de
barras
A fechadura chama-se Bionapsis, e com ela é
possível eliminar falsas horas extras, atrasos não informados,
funcionários fantasmas e processos trabalhistas fraudulentos.
“Ela custa menos que uma ação trabalhista por falta de
controle efetivo dos funcionários, acessos indevidos seguidos
de furtos de mercadorias ou informações preciosas ou fraudes
na marcação de horários de ponto”, explica Rogério. O
Bionapsis é uma tecnologia que utiliza a impressão digital
como cartão de ponto. O equipamento arquiva milhares de
registros de ponto e impressões digitais. “É um sistema
compacto e versátil, pois controla um número ilimitado de
turnos diferentes, com inúmeras entradas e saídas”, diz. Em
uma empresa, quando os funcionários chegam ou saem do
trabalho, eles simplesmente colocam o dedo no sensor para
liberar o acesso e marcar entradas e saídas. “Isso elimina o
aborrecimento envolvendo cartões perdidos ou funcionários que
marcam ponto uns dos outros”, afirma.
A origem da
biometria A biometria é uma tecnologia futurista
SCI-FI, que no futuro vamos utilizar junto com os veículos
movidos a energia solar e pílulas de alimentação, por exemplo.
Os princípios básicos da verificação biométrica foram
compreendidos e exercitados um pouco antes do século 20.
Centenas de anos antes, moradores do vale do Nilo empregavam a
verificação biométrica em um grande número de situações de
negócios. “Existem diversas referências sobre indivíduos sendo
identificados por características físicas, como cicatrizes,
cor dos olhos, altura e assim por diante”, explica Rogério
Pereira. Com certeza eles não possuíam leitores biométricos ou
redes de computadores, e certamente não estavam lidando com um
número de indivíduos que temos que lidar hoje, mas os
princípios básicos são similares. Mais tarde, no século
dezenove, houve um aumento no interesse em pesquisas
criminalísticas, na tentativa de relacionar características
físicas com tendências criminais. Isto resultou em uma
variedade de dispositivos para mensuração.
Os
resultados não foram conclusivos, mas a idéia de mensurar
características individuais prosseguiu, e os desenvolvimentos
paralelos com impressões digitais tornaram-se métodos
internacionais utilizados por forças policiais para
identificação e verificação. Vários projetos foram iniciados
para verificar o potencial da biometria e foi produzido um
leitor grande e desajeitado da geometria da mão. “Mais tarde,
uma pequena empresa especializada criou uma unidade muito
menor, e um leitor mais aprimorado da geometria da mão
tornou-se o princípio da industria biométrica atual”, diz ele.
Equipamentos biométricos que trabalham com impressões digitais
são um grande aprimoramento e hoje são utilizados em numerosos
projetos por todo o mundo. Em paralelo, outros métodos
biométricos estão sendo desenvolvidos, melhorados e refinados
até o ponto em que se tornem realidades comerciais.
Serviço: - Napsis - Desenvolvimento de
softwares - (17) 3222-4223
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